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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Artes Marciais : Aquecimento e Alongamento


Artes Marciais : Aquecimento e Alongamento

Se não tem flexibilidade, será um desafio pontapear alto e executar movimento corporal avançado.
Há duas formas específicas de alongar: 1 = Alongamento estático e 2 = Alongamento dinâmico
Por regra, o alongamento dinâmico faz-se antes ou depois do exercício em si e os alongamentos estáticos deixam-se para o fim do exercício.

Estático
O alongamento estático é lento, constante e mantido (tanto quanto o músculo esticar) por mais de 30 segundos – apesar de muitos artistas marciais fazerem alongamentos estáticos de pernas durante cerca de 30 minutos (“espargata”, por exemplo). Alongamentos estáticos ou “passivos” requerem força externa para manter o alongamento na sua posição.

Dinâmico
O alongamento dinâmico usa rapidez de movimento, momento linear e esforço muscular activo. Ao contrário do Estático, o alongamento não é mantido.

Apesar de em Ninjutsu Moderno se usar ambos os tipos de alongamento, adoptámos a crença de que o alongamento dinâmico é mais benéfico para o artista marcial e é o método preferido de alongar antes ou durante um treino.

Quer ser estático ou dinâmico?

Se você é como a maioria das pessoas, foi ensinado sobre a importância de um bom aquecimento com alongamentos estáticos antes de um treino de qualquer exercício físico. Se assim foi, provavelmente continuou a praticar a mesma rotina de sempre, desde então.

Contudo, a ciência já adoptou novas crenças sobre esse assunto. Os investigadores agora acreditam que alguns regimes de aquecimento de muitos atletas são, não só uma perda de tempo, como até prejudiciais. A velha presunção de que se deve manter um alongamento por 20 ou 30 segundos – conhecido por Alongamento Estático – antes do exercício físico é incorrecta. Alguns especialistas acreditam que isso pode até enfraquecer o exercício.

Num estudo recente conduzido pela Universidade do Nevada – Las Vegas, os atletas geraram menos força nos músculos das pernas depois de fazerem alongamentos estáticos ao fazer um aquecimento do que geraram sem fazer quaisquer alongamentos. Noutros estudos foi descoberto que o alongamento estático reduz a força muscular em cerca de 30%. Além disso, alongar assim os músculos de uma perna pode reduzir a força da outra também, pois o sistema nervoso central luta contra esse tipo de movimento.

Há uma resposta neuromuscular inibidora do alongamento estático. O músculo esticado dessa forma responde menos e permanence enfraquecido durante cerca de 30 minutos depois do alongamento, sendo que não é dessa forma que um atleta pretende iniciar um exercício físico…
 

O AQUECIMENTO CORRECTO deve fazer duas coisas:
  1. Libertar os músculos e tendões a fim de aumentar o alcance de movimento das várias articulações.
  2. Literalmente aquecer o corpo.
Quando estamos em descanso, o sangue flui menos para os músculos e tendões, sendo que assim, estes estão como que “presos”. Precisamos que os tecidos musculares e os tendões obedeçam para iniciar o exercício.
Um aquecimento bem feito começa por aumentar a temperatura do corpo e a circulação sanguínea. Os músculos quentes e os vasos sanguíneos dilatados ajudam a aproveitar o oxigénio e a usar os próprios músculos mais eficazmente. Qualquer músculo bem aquecido, “estica” mais.
Para aumentar, a temperatura corporal, um aquecimento deve começar com actividade aeróbica, normalmente uma pequena corrida. A maior parte dos treinadores e atletas sabem disto há anos. Mas muitos atletas fazem esta parte do aquecimento com demasiada intensidade ou muito cedo. Em 2002, um estudo feito com jogadores de volleyball revelou que os jogadores que aqueciam e depois se sentavam no banco por 30 minutos, tinham menos flexibilidade e ficavam mais “presos” do que estavam antes de aquecerem.
 

Alguns outros estudos recentes demonstraram que um aquecimento aeróbico demasiado vigoroso simplesmente cansa o atleta ou artista marcial. A maioria dos especialistas aconselha a iniciar a corrida de aquecimento a 40% do esforço cardiomuscular máximo (um passo bastante fácil) e a progredir para os 60%. O aquecimento de cariz aeróbico deve durar apenas de 5 a 10 minutos, com uma recuperação de 5 minutos.
No Ninjutsu Moderno temos um método fácil de seguir o Aquecimento que combina as Posturas com uma espécie de Fitness Kickboxing para incluir vários movimentos que envolvem pontapés, socos, torções, movimentos Ninja, etc.
Apesar de o alongamento estático ser ainda praticado quase universalmente por atletas amadores, não melhora a habilidade dos músculos em executar com mais potência. Num aquecimento, você pode sentir que consegue alongar mais depois de um alongamento estático de 30 segundos, daí pensar que aumentou a preparação do músculo. Mas tipicamente, apenas aumentou a sua tolerância mental ao desconforto do alongamento. Na verdade, o músculo fica mais fraco.
Por outro lado, alongar os músculos enquanto se move – alogamento dinâmico – aumenta a potência, a flexibilidade e o alcance do movimento.
Os músculos em movimento não passam pela resposta inibidora do sistema nervosa central. Em vez disso, recebem uma “mensagem excitante” para executar.
 
Lembre-se, se aquecer convenientemente antes do exercício, terá nove vezes menos de probabilidades de se lesionar durante o treino.

Alguns dos melhores alongamentos dinâmicos:
Estes exercícios são bons para a maioria dos atletas e artistas marciais. Faça-os imediatamente depois do seu aquecimento aeróbico e logo antes de iniciar o treino propriamente dito.
 

MARCHA DE PERNA ESTICADA(para os isquiotibiais e glúteos)
Dê um pontapé frontal ascendente, com os dedos bem flectidos em direcção ao céu. Chegue com a mão do lado contrário aos dedos flectidos. Pouse a perna e repita com os membros dos lados opostos. Continue a sequência, executando 6 ou 7 repetições.

ESCORPIÃO
(Para os músculos lombares, flexores da anca e glúteos)
Deite-se de barriga para baixo, com os braços esticados para fora, e os pés flectidos de modo a que apenas os dedos toquem no chão. Tente chegar com seu pé direito ao braço esquerdo e depois com o pé esquerdo ao braço direito. Este é um exercício um pouco avançado, por isso, comece lentamente, e faça 12 repetições.

ANDAR SOBRE AS MÃOS
(para os ombros, músculos principais e isquiotibiais)
De pé e direito, com as pernas juntas, Dobre-se para a frente até as palmas das mãos estarem assentes no chão. “Ande” para a frente até as suas costas estarem quase direitas. Mantendo as pernas esticadas, deslize uma de cada vez até às suas mãos e depois ande para a frente com as mãos outra vez. Repita cinco ou seis vezes.

HOMEM-ARANHA
De gatas e com as mãos e cotovelos assentes no chão, “rasteje”, mas como se estivesse a escalar uma parede, como faz o Homem-Aranha.

Uma técnica que eu adoro, que é optima para alongar e ficar super-flexível são os 120 Pontapés Dinâmicos. Todas as manhãs, se tiver tempo, ou antes do exercício físico, fazer sets de 20 pontapés ascendentes, ou seja, sem dobrar o joelho. Isto implica fazer sets de 20 pontapés frontais, 20 pontapés laterias e 20 pontapés para trás. Primeiro com a direita e depois com a esquerda, ou alternado. Isto perfaz 120 pontapés sem dobrar o joelho. Lembre-se, a perna deve ir o mais alto possível.




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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Filosofia a Ser Seguida Pelos Praticantes de Artes Marciais

Filosofia a Ser Seguida Pelos Praticantes de Artes Marciais

CHI - Firme de caráter
Desenvolver responsabilidade, sinceridade, honestidade e serenidade para viver em paz, conhecer a si próprio, estabelecendo objetivos e prioridade.

HEI - Desprendido de valores
Ser fiel e amigo, estando sempre disposto a ajudar os companheiros na amizade.

JUNG - Corajoso e heróico
Auxiliar os fracos e combater os abusos, com absoluta isenção de discriminação, ajudar sempre aos necessitados e oprimidos, através da justiça, em harmonia com a força.

WAI - Ativo em todos os empreendimentos
Usar da inteligência, raciocínio e disciplina para manter uma postura ativa, oportuna e responsável. Não se moldar aos aspectos das mentes de outras pessoas e estar sempre disposto ao aprimoramento do raciocínio, sendo sempre assíduo e pontual, não usar meios ilícitos e abusar da ganância para obter a riqueza e valores morais, visto que o essencial da vida é ter saúde, amigos e felicidade.


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terça-feira, 18 de junho de 2013

O que é Sparring?

O que é Sparring?

Sparring é um termo inglês utilizado no ocidente que se refere a uma forma de treino comum a vários desportos de combate. Apesar do diversificado tipo de sparring que cada tipo de arte marcial emprega, a sua constância em treinos de combate é frequente.

Geralmente, o sparring consiste num forma livre de combate, com o mínimo de regras ou arranjos informais, evitando o número de lesões. Este tipo de sparring é considerado como o método mais eficaz de aplicar as técnicas aprendidas anteriormente em teoria. O parceiro de treino é contratado durante o exercício, não como adversário para simular uma luta, mas como meio pelo qual a sua técnica será aperfeiçoada. É apenas como uma função e não como um oponente.

Em linguagem comum, o sparring é utilizado por definição no boxe, enquanto treino preparatório, com vista ao aperfeiçoamento técnico-formal. Outras artes marciais orientais fazem uso de termos com semelhante desígnio. Por exemplo, nas artes marciais chinesas, é utilizado o termo Duilan. No judo, é empregue o termo randori e no karate a palavra kumite (組手) (mesmo que estes termos estejam associados a uma forma de comparação de atletas e não apenas para treino e competição). Em disciplinas de luta corpo a corpo no chão, como o jiu-jitsu, o sparring é preferencialmente substituído por "rolamento".
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sábado, 8 de junho de 2013

Jiu Jitsu: a técnica da mulher


Do Japão para o Brasil, o jiu-jítsu passou por inúmeras alterações, muitas delas desenvolvidas pela família Gracie e que deram origem ao chamado brazilian jiu-jitsu, hoje praticado no mundo inteiro. O estilo brasileiro contemplou lutadores mais leves e mais fracos, já que duas de suas premissas são o uso da alavanca (usar todo o corpo do lutador ou do adversário para golpear) e levar o combate ao chão, onde o atleta usará essa ferramenta com mais facilidade.

Por conta disso, as mulheres se saem muito bem na luta. É o que observa Kyra Gracie, bisneta de Carlos Gracie e única mulher faixa preta da família a competir profissionalmente. “Como somos mais habilidosas e não levamos muita força para os movimentos, desenvolvemos mais a técnica”, analisa. A flexibilidade é outro ponto a favor das mulheres já que ela é essencial para diversos golpes.

Quatro vezes campeã mundial na categoria leve e duas vezes primeiro lugar no ADCC, ela é referência no universo do esporte. “Com o uso de alavancas, não é importante ter massa muscular, peso e estatura. Você consegue adaptar os movimentos ao seu biotipo”, observa.

No mais, por segurança, as mulheres devem prender os cabelos e usar proteção nas orelhas a fim de evitar o atrito com o tatame.

Por Sara Puerta - http://sportlife.terra.com.br
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Tabela de Peso CBJJE 2013

Confira a tabela oficial de peso pela CBJJE:

Masculino:
 
(clique para ampliar)

Feminino:
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Frases de Jiu Jitsu

“Para muitos o chão, é o fim… Para nós é só o começo.”

“Não basta ser Jiu-Jitsu, tem que ser Brasileiro”

“Se um dia você cair, não se preocupe, está na sua área”

“Onde nós (lutadores de Jiu-Jitsu) colocamos o rosto, muitos não tem coragem de colocar o pé.”

“Pra que ter medo de altura, se o perigo está no chão? “

“Jiu-Jitsu é a arte suave que controla meu lado agressivo”

“Jiu-jitsu: melhor saber e não precisar do que precisar e não saber”

“Davi usou a pedra porque não conhecia o jiu-jitsu.”

“A raiva me levou ao Jiu-Jitsu, mas o amor me fez ficar” Abmar Barbosa

“É fácil andar com o Jiu-jitsu estampado no peito, difícil é ter peito pra praticar o Jiu-jitsu. “

“Você pensa que bater é ganhar, mas para nós bater é perder.”

“O jiu jitsu é arte mais nobre pois da a chance de seu oponente desistir.”

“Jiu-jitsu não é a arte de não bater… e sim a arte de não apanhar”

 
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Curiosidade sobra a chave de braço Kimura

A chave de braço Kimura ,originalmente conhecida como reverse ude-garami teve seu "rebatizamento" de um modo muito interessante:

Este golpe foi apelidado de Kimura em homenagem ao judoca japonês Masahiko Kimura, que quebrou o braço do patriarca do Jiu Jitsu brasileiro, Hélio Gracie, utilizando este golpe em uma luta.

Kimura, ude garami ou americana é uma chave de braço muito utilizada em jiu jitsu e no vale tudo. Dobra-se o braço do oponente em formato de V, e então, ele é torcido, forçando as articulações do ombro, forçando a desistência do oponente, e possivelmente quebrando seu braço.

O nome kimura normalmente é utilizado para descrever a versão invertida da ude garami, onde o braço é torcido para baixo, e não para cima, mas é frequentemente usado para ambas as finalizações.

Sobre Masahiko Kimura: 

Masahiko Kimura (Kumamoto, 10 de Setembro de 1917 - 18 de Abril de 1993) foi um judoca japonês.
Kimura ficou famoso por vencer o co-criador do Jiu-jitsu brasileiro - Helio Gracie - com um golpe (reverse ude-garami) que mais tarde seria nomeado como kimura em sua homenagem.
Kimura é considerado no Japão como o maior judoca de todos os tempos.
 
Kimura morreu no dia 18 de Abril de 1993, aos 75 anos, vítima de um câncer de pulmão. Conta-se que mesmo hospitalizado, pouco depois de uma cirugia, Kimura foi encontrado exercitando-se, fazendo várias flexões.

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Curiosidades do Jiu Jitsu - Parte 3

  • Em 17 de março de 2007 foi criada a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE). Entre os objetivos da CBJJE está o lançamento de um projeto que contemple competições internacionais, visando os Jogos Olímpicos.

  • Jiu-jitsu também é para mulheres. As artes marciais estão cada vez mais sendo praticadas por mulheres e o jiu-jitsu, não fica atrás. Entre os benefícios procurados pelas mulheres estão a defesa pessoal e excelente gasto calórico – em uma aula de uma hora de jiu-jitsu uma praticante pode gastar entre 750 e 1500 calorias. Algumas brasileiras destacam-se em competições internacionais de jiu-jitsu, como Hellen Bastos, faixa roxa tetracampeã brasileira, Ana Maria “índia” Soares, Michelle Tavares e Vanessa Porto.

  • As categorias de peso para competições de jiu-jitsu dividem-se em: galo, pluma, pena, leve, médio, meio pesado, pesado, super pesado, pesadíssimo, absoluto. Clique aqui e confira a tabela de peso masculina e feminina utilizada pela CBJJE.

  • Os lutadores de jiu-jitsu sofrem diversos preconceitos. Um deles está no fato de serem confundidos com os famosos “pitboys” – caras fortes, tatuados e que andam ao lado de seus cachorros da raça pitbull e que se dizem lutadores de jiu-jitsu. De acordo com os lutadores e seguidores da filosofia do jiu-jitsu, os “pitboys” não tem nada a ver com o esporte. "O sujeito quando não tem moral, ou não é bem formado mentalmente, faz o que quiser, bate e até mata. Isso é uma questão moral e infelizmente não tem como controlar. Uns têm mais educação do que outros." Hélio Gracie, sobre os pitboys.

  • O Brasil é um celeiro de grandes atletas de jiu-jitsu. Entre os destaques podemos citar os campeões mundiais, Roger Gracie, Ronaldo Jacaré e Marcelo Garcia.
  • Além da tradição de praticar artes marciais, os Gracie seguem à risca outras duas: ter muitos filhos e batizá-los com nomes que iniciam com as letras R ou S. Carlos Gracie teve 21 filhos e Hélio Gracie teve nove filhos. Robson Gracie, filho de Carlos, tem 11 filhos enquanto que Rórion Gracie, filho de Hélio tem sete. Royler Gracie, um dos nove filhos de Hélio, tem quatro filhas que possuem a letra R nas iniciais de seus nomes: Rainá, Raísa, Rauane e Rarine. Atualmente, existem 147 descendentes dos Gracie. 
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Maus exemplos em copetições de Jiu Jitsu

Navegando pelo Youtube, me deparei com este vídeo que demonstra alguns "lutadores" fazendo diversas ilegalidades dentro do Jiu Jitsu ,como a aplicação de Bate-Estaca (golpe que arremessa o adversário contra o tatame ) que é proibido em competições ,e também outras "malandragens" , um tipo de "foi sem querer querendo" como podem ver:


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sexta-feira, 24 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

Hélio Gracie


Hélio Gracie (Belém do Pará, 1 de outubro de 1913 - Petrópolis, 29 de janeiro de 2009) foi o patriarca da família Gracie.Foi responsável pela difusão do Jiu-Jitsu no Brasil e idealizador do estilo de arte marcial brasileira conhecido mundialmente como Brazilian Jiu-Jitsu.

Descendente distante de escoceses, quando era apenas uma criança sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Devido à sua frágil saúde, Hélio, o mais franzino dos Gracie, não podia treinar o Jiu-Jitsu tradicional ensinado pelos seus irmãos, especialmente Carlos Gracie.
Observador, Hélio passou a acompanhar, dos seus treze aos dezesseis anos, as aulas ministradas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos de seu irmão, mas, para compensar seu biotipo, Hélio aprimorou a parte de solo tradicional, através do uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que não possuía, criando assim o Jiu-Jitsu Brasileiro (hoje internacionalmente conhecido como Brazilian Jiu-Jitsu, ou BJJ).
No dia 29 de janeiro de 2009, aos 95 anos, Hélio Gracie faleceu e deixou como legado as raízes do esporte que ensinou e difundiu por todo o planeta.

 

Biografia 

 

Hélio Gracie nasceu dia 1 de Outubro de 1913 em Belém do Pará. Quando completou seus 16 anos de idade encontrou a oportunidade de ensinar o Jiu-jitsu tradicional, e essa experiência o levou a criar o Jiu-jitsu brasileiro. Um diretor do Banco do Brasil, Mario Brandt, chegou para uma aula privada na original Academia Gracie no Rio de Janeiro, como estava marcado. Carlos Gracie, que era quem dava as aulas chegaria tarde e não estaria presente. Hélio então ofereceu-se para dar aula ao rapaz. Mais tarde quando Carlos chegou pedindo desculpas pela demora, o estudante afirmou que não havia problema, mas que gostaria de agora em diante receber aulas de Hélio. Carlos concordou com o pedido e então Hélio se tornou um instrutor na academia.
Hélio então percebeu, que mesmo sabendo as técnicas teoricamente, seria difícil executá-las devido à sua fraqueza. Percebendo que muitas das técnicas requeriam força bruta. Consequentemente ele passou a adaptar a arte marcial para seus atributos físicos, e aprendeu a maximizar a alavanca, assim minimizando a força que seria necessária para executar as técnicas. Com esses experimentos, Jiu-Jitsu Gracie, mais tarde conhecido como Jiu-jitsu brasileiro (ou Brazilian Jiu-Jitsu em inglês) foi criado. Usando essas novas técnicas, um praticante menor e mais fraco ganharia a capacidade de se defender e até derrotar oponentes mais fortes.

 

Primeiras lutas 

 

Hélio começou sua carreira de lutas quando finalizou o lutador de boxe profissional Antonio Portugal em 30 segundos em 1932. No mesmo ano Gracie lutou contra o estadunidense Fred Ebert por 14 rounds de 10 minutos cada, até que a luta foi interrompida pela polícia.
Em 1934, Hélio lutou contra Wladak Zbyszko, que era chamado de "campeão do mundo", por 3 rounds de 10 minutos. Esta luta terminou empatada.

 

Lutas contra judocas 

 

Em 1932 Hélio Gracie lutou contra o judoca Namiki. A luta terminou empatada, mas segundo a família Gracie o sinal do fim da luta tocou segundos antes que Namiki batesse o braço. Hélio enfrentou duas vezes o judoca japonês Yasuichi Ono, depois que o japonês estrangulou o irmão George Gracie em outra luta. Ambas as lutas terminaram empatadas. Hélio Gracie também lutou contra o judoca japonês Kato duas vezes. A primeira luta, no estádio do Maracanã terminou empatada. Hélio pediu então uma segunda luta, realizada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Hélio ganhou a segunda luta estrangulando Kato.
Em 1955, Hélio Gracie lutou contra o judoca Masahiko Kimura no Maracanã.Kimura ganhou usando uma chave de braço chamada ude-garame - que mais tarde seria chamada de kimura pelos gracies. Em 1994, durante uma entrevista, Hélio Gracie admitiu que ficou inconsciente ao ser estrangulado por Kimura, mas que reviveu e continuou lutando. A luta terminou com Kimura quebrando o braço de Hélio, que se recusava a bater (desistindo da luta). Seus técnicos então jogaram a toalha, terminando a luta.

Mensagem do Mestre

 

Cquote1.svgO Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saúde. O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu.Cquote2.svg
Hélio Gracie, em entrevista à Fightingnews

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54 técnicas de Jiu Jitsu Brasileiro em 12 minutos

Achei no youtube este ÓTIMO vídeo sobre técnicas de Jiu Jitsu,tem bastante coisa interessante ,que fez até eu ,que não pratico esta Arte Marcial ,querer tentar algumas técnicas:
 


Recomendo fortemente que assistam ,até mesmo quem não pratica , pois este vídeo mostra incríveis técnicas , sem muita enrolação,mas de um jeito muito claro de como são realizadas.

Acessem o canal ,tem muitos vídeos bons,podem ter certeza!
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Curiosidades do Jiu Jitsu - Parte 2

  • O Jiu-Jitsu era muito utilizado pelos Samurais no Japão, pois os inimigos usavam armaduras e as vezes era muito difícil atingi-los com as espadas, contudo, as armaduras permitiam flexibilidade nas articulações, e era aí que o Jiu-Jitsu era utilizado;
  • O campeonato mundial de Jiu-Jitsu (IBJJF), aconteceu pela primeira vez em 1996, e teve como primeiro campeão absoluto faixa preta - Amauri Bitetti;
  • Em 15 edições (considerando 2011) o campeonato mundial já teve 81 campeões diferentes na faixa preta;
  • Atualmente Roger Gracie, é o maior vencedor da história dos mundiais, totalizando 10 títulos (3 Absolutos, 1 Pesadíssimo, 6 Super-Pesados), seguido de Alexandre Ribeiro com 6 medalhas de ouro (2 Absolutos, 4 pesados);
  • BJ Penn, começou a treinar Jiu-Jitsu em 1997 com um vizinho Brasileiro, e em 2000 (3 anos depois), recebeu a faixa preta das mãos de André Pederneiras (Nova União);
  • BJ Penn (havaiano), ex-lutador do UFC, foi o primeiro não-brasileiro a vencer um mundial na faixa preta. O feito aconteceu na categoria do peso pena no ano 2000 (algumas semanas depois de receber a graduação);
  • A Meia-Guarda sempre existiu, mas era uma posição em que quem estava por baixo só fazia a reposição para a Guarda-Fechada. Quem começou a utilizar a Meia-Guarda ofensiva (raspando, indo pras costas e etc..) foi criada por Roberto "Gordo" Correa da Gracie Barra, e foi utilizada por ele nas competições oficiais de Jiu-Jitsu nos anos 90;
  • A finalização Gogoplata, foi inventada por Nino  Schembri no ano 2000;
  • O golpe triangulo do Jiu-Jitsu, já existia no NEWAZA do JUDO, mas pelo que se sabe Rolls Gracie, encontrou o golpe em um antigo livro de Judo, e começou a utilizá-lo no Jiu-Jitsu.
Fonte:http://muitomaisacao.blogspot.com.br
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Como amarrar a faixa no Jiu Jitsu

Aprenda com Rener Gracie algumas formas de amarrar sua faixa no Jiu Jitsu:


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quarta-feira, 15 de maio de 2013

10 motivos para mulheres praticarem Jiu Jitsu

Mulheres treinando Jiu Jitsu
  1. A prática do jiu jitsu server para a defesa pessoal;
  2. O Jiu Jitsu aumenta a auto-estima, autoconfiança e desenvolve o caráter (esporte de conquista individual);
  3. Trabalha e define o corpo, como os braços, abdômen e quadril;
  4. Acelera o metabolismo e aumenta a resistência do organismo;
  5. Melhora a capacidade cardiovascular e respiratória;
  6. Desinibe os tímidos e acalma os agitados e ansiosos;
  7. Aumenta a flexibilidade;
  8. Aumenta a coordenação motora;
  9. Aumenta os reflexos.
  10. Ajuda no controle emocional
Fonte:http://www.aprendajiujitsu.com.br

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terça-feira, 14 de maio de 2013

A origem do Kimono

Kimono em japonês significa literalmente "coisa de vestir". Fora do Japão essa expressão designa genericamente uma variada gama de peças e que no conjunto formam um visual considerado típico ou tradicional japonês, mas também é sinônimo da peça principal. No Japão, a peça principal que nós chamamos de kimono é chamada de kosode.

O atual significado da palavra de kimono tem origem no século XVI, quando navegantes ocidentais - principalmente portugueses, espanhóis e holandeses - chegaram ao arquipélago. Nos primeiros contatos com os japoneses, sem conhecerem os idiomas de uns e de outros, os ocidentais perguntavam com mímicas e gestos qual era o nome das roupas de seda que viam os japoneses usarem, e os japoneses respondiam kimono. Era como alguém perguntando a um japonês: "Como se chama sua roupa?" E o japonês respondia: "Roupa". Foi assim que a palavra kimono tornou-se designação moderna do vestuário tradicional japonês.

No Japão o vestuário divide-se em duas grandes categorias: wafuku (vestimenta japonesa ou de estilo japonês) e yofuku (vestimenta ocidental ou de estilo ocidental).

Dos séculos IV a IX, a cultura e a corte imperial no Japão receberam forte influência da China. Influenciado pela recém-importada religião budista e pelo sistema de governo da corte Sui chinesa, o regente japonês Príncipe Shotoku (574-622) adotou regras de vestuário estilo chinês na corte japonesa. Posteriormente, com o advento do Código Taiho (701) e do Código Yoro (718, eficaz só a partir de 757), as roupas na corte mudaram seguindo o sistema usado na corte Tang chinesa, e foram divididas em roupas cerimoniais, roupas de corte, de roupas de trabalho. Foi nesse período que passou-se a usar no Japão os primeiros kimonos com a característica gola em "V", ainda similares aos usados na China.

ESTILO SAMURAI

Na Era Kamakura (1185-1333), o advento do xogunato e o declínio do poder e do prestígio da corte imperial trouxe ao vestuário novos estilos adotados pela ascendente classe dos samurais. Na corte imperial e do xogum os grandes senhores e oficiais mais altos ainda usavam o formal sokutai, mas o kariginu, antes um traje de caça informal da aristocracia - um tipo de capa engomada com gola arredondada, longas e amplas mangas que podiam ser decoradas com cordões - foi amplamente adotado pelos senhores feudais e samurais.

As mulheres passaram a usar uma combinação de uchikis com um hakama, saia-calça ampla com placa de sustentação nas costas, usada também por homens. Com o tempo, uso do uchiki deu lugar ao kosode, que comparado ao uchiki é menos amplo, tem mangas mais curtas, e cuja forma aproxima-se mais dos kimonos modernos. A amarra para fechar o kosode era feito com faixas estreitas, na altura da cintura ou pouco abaixo da barriga.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Jiu Jitsu : Uma Arte Macial para todos!

 
Esse já torcia o cordão umbilical quando tava na barriga da mãe.
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Curiosidades do Jiu Jitsu

  • Com 15 anos de idade Carlos Gracie, começou a aprender Jiu-Jitsu;
  • Os 5 irmãos Gracie que iniciaram o Jiu-Jitsu no Brasil, foram Carlos, Oswaldo, Gastão, George e Hélio;
  • O Jiu-Jitsu japonês, privilegiava as quedas, enquanto o Jiu-Jitsu Brasileiro privilegia a luta de Chão e os golpes de finalização;
  • Devido as diferenças entre o Jiu-Jitsu Japonês e Brasileiro, foi necessária a mudança das regras internacionais, e com isso o Jiu-Jitsu foi o primeiro esporte da historia mundial do qual se mudou a nacionalidade. Ou seja, aquela que era uma arte marcial japonesa, passou a ser considerada Brasileira sendo denominada "Jiu-Jitsu Brasileiro", sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão;
  • O UFC (Ultimate Fight Championship) maior evento de lutas do mundo, foi criado por Rorion Gracie (faixa vermelha 9º grau) filho mais velho de Helio Gracie;
  • O Jiu-Jitsu de Helio Gracie visava estritamente a defesa pessoal (lutar até pegar). O grande mestre era contra a limitação de tempo, as pontuações;
  • Carlos Gracie teve 21 filhos, enquanto Hélio Gracie teve 9 filhos;
  • A primeira academia Gracie de Jiu-Jitsu, foi inaugurada por Carlos em 1925;
  • Rickson Gracie, é o maior vitorioso da família, afirma ter vencido mais de 500 lutas entre Vale-tudo e Jiu-Jitsu, e o mais impressionante, TODAS por finalização;
  • O Jiu-Jitsu além de ser uma excelente arte para a defesa pessoal, tem outros benefícios, uma hora de aula, pode gastar de 750 a 1500 calorias.
Fonte:http://muitomaisacao.blogspot.com.br 

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sábado, 11 de maio de 2013

Motivos para um Judoca praticar Jiu Jitsu

O Judô é uma arte hoje Olímpica, e praticada no mundo todo. Entretanto, o Judô não é somente Nage-Waza (técnicas de projeção) e Osae-Waza (técnicas de imobilização). O Judô tradicional, o Judô idealizado pelo Sensei Jigoro Kano, envolve técnicas de defesa pessoal (Goshi-Jutsu), Newaza (luta de solo com estrangulamento e finalização) e também Atemi-Waza (técnicas de chutes e socos).
Infelizmente, o Judô competitivo acabou restringindo, aos poucos, as possibilidades de desenvolvimento nas outras áreas. As técnicas de goshin-jutsu e atemi-waza são treinadas apenas após a faixa preta, e normalmente na forma de Kata. E as técnicas de newaza foram deixadas de lado, pelo fato de que em competições, à depender do árbitro, o atleta tem muito pouco tempo para trabalhar a luta de solo.
Isso é razão para abandonar o newaza? Não! Saiba os motivos:

O Judô e o Jiu-Jitsu

Flávio Canto - Faixa preta de Judô e Jiu-Jitsu
Flávio Canto - Faixa preta de Judô e Jiu-Jitsu

Historicamente, o Judô e o Jiu-Jitsu são artes praticamente irmãs. Em geral, praticamente todas as técnicas de finalizações existentes no BJJ encontram-se no catálogo de técnicas do Judô. Entretanto, nenhuma arte no mundo desenvolveu tão bem a movimentação e a quantidade de variações das mesmas técnicas de solo quanto o BJJ (no Japão, o Kosen Judô continuou desenvolvendo o newaza, mas fica difícil saber até que ponto se desenvolveu tão bem quanto o BJJ). Não há outra arte no mundo mais especialista em newaza quanto o BJJ. Então, se precisamos de newaza, precisamos do BJJ.
Motivos para desenvolver o newaza:

1. Kuzushi – Todos os golpes do Judô são baseados em três princípios: kuzushi (desequilíbrio), tsukuri (entrada) e kake/gake (execução). Um bom judoca entende bem os princípios do kuzushi de cada técnica, de cada movimento, enquanto em pé. Porém, no chão, novos princípios de kuzushi surgem, principalmente envolvendo o uso do quadril, do próprio peso, de estabilização do corpo, etc. E um bom judoca começa a se limitar quando a postura começa a ficar muito baixa ou a luta vai para o solo. O BJJ é fundamental para dar ao judoca a compreensão ampla do kuzushi em todas as posições possíveis: em pé, sentado, agachado ou deitado.

2. Defesa – Muitas vezes, em competições, sofremos o golpe e caimos em posição de defesa. Mas em geral, o judoca leigo em newaza não sabe se defender e as vezes perde a luta por conta de bobeiras dadas como resultado de uma defesa ineficiente. O BJJ é fundamental para ensinar aspectos de uma boa defesa enquanto a luta se desenvolve no solo.

3. Ataque – Muitas vezes, em competições, arremessamos o adversário e ele cai em posição de defesa, ou as vezes, caimos com domínio sobre ele e ele ainda não está em posição de defesa. Mas o judoca leigo em newaza, quando encontra-se nessa posição, pára e pensa: “hum… o que posso fazer agora?” E quando pensa isso, o adversário já foi para outra posição de defesa. Então o judoca pensa: “tá, ele mudou, mas posso fazer algo agora?” E o adversário mudou de novo. Como o tempo é curto, nessa hora o juiz dá o mate e a luta volta ao tachi-waza (luta em pé).
Amplie seu conhecimento técnico em newaza através do estudo do BJJ
Amplie seu conhecimento técnico em newaza através do estudo do BJJ
Com o treino de BJJ, isso muda. Ao cair com o adversário no solo, você cairá em uma posição que você já conhece e já sabe instantaneamente o que fazer. Com isso, você é capaz de realizar uma conexão imediata as vezes durante a própria projeção, para técnicas de imobilização ou finalização, com muito mais eficiencia e velocidade. Você não precisará pensar. Você simplesmente fará. E isso faz a diferença nos campeonatos.
Alguns poderiam contra argumentar da seguinte forma:
- Em competições, a maioria pouco se importa com newaza. Então pra que eu precisaria me importar também?
Respondo com a história de um músico de Jazz. Perguntaram a ele porque ele praticava com seu instrumento por nove horas diárias. Ele respondeu: “Porque todos os meus concorrentes praticam por oito horas diárias“.

4. Conhecimento técnico – Muitos Judocas não querem ser atletas, ou não querem mais competir. Mas são raros os atletas que não querem chegar na faixa preta, e até mesmo um dia ensinar Judô. O newaza é parte do Judô. Desenvolver o newaza com os melhores especialistas do mundo na área, o BJJ, é, também, estar estudando e conhecendo mais o Judô. É estar adquirindo conhecimento técnico que complementa todo o conhecimento do Judô. E um bom professor de Judô deve ser capaz de auxiliar seus alunos que querem ser competidores, dando conhecimento de qualidade, conhecimento eficiente e orientação. Saber newaza é fundamental.

 Fonte:www.judoctj.com.br
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Ju Jutsu, Ju Jitsu e Jiu Jitsu

Introdução

    Este artigo é resultado de pesquisa realizada sobre origens do Judô durante o processo de mestrado (BORGES, 1989) que culminou em discussões e reflexões que perduram no meio acadêmico até os dias atuais.
    Propõe-se com este trabalho científico, investigar as origens e evolução do Ju Jutsu (Jiu Jitsu), na tentativa de esclarecer e dirimir a polêmica existente sobre a modalidade no Brasil, considerando questões estruturais e terminológicas.
    Adeptos e instrutores da modalidade, embasados no senso comum, muitas vezes fazem citações sem a devida preocupação com a comprovação científica, gerando distorções que tendem a se ampliar no tempo e no espaço, fruto da transmissão oral do conhecimento.
    Este estudo, constitui-se numa revisão de literatura (THOMAS & NELSON, 2002) baseada em obras clássicas internacionais e nacionais, assim como em artigos científicos e também publicações diversas sobre a temática Jiu Jitsu e Brazilian Jiu Jitsu. Algumas informações mais específicas, foram obtidas na “International Budo University” no Japão, em 1986, durante estágio de estudo e pesquisa.
Ju Jutsu: questões grafológicas
    Na transcrição dos ideogramas da grafia japonesa para a escrita em caracteres romanos, adota-se como norma o sistema Hepburn (1815-1911) que representa graficamente os sons do idioma japonês utilizando o alfabeto latino (FRÉDÉRIC, 1996). Este é o mais freqüentemente usado e universalmente seguido por estudiosos, instituições acadêmicas e os mais conceituados lexicógrafos.
    A “nacionalização” da escrita de vocábulos japoneses, visando aproximá-los da pronúncia de cada língua, torna muitas vezes irreconhecíveis as palavras nipônicas e cria uma confusão lingüística sem reproduzir com fidelidade a fonética japonesa. Dentro desta orientação, seguimos a praxe universal de respeitar as tradições japonesas.
    Desta forma é possível compreender as dificuldades de padronização da terminologia acerca do Ju Jutsu, que dependendo do país e cultura em que é praticado, varia de nome. Ora Ju Jutsu, ora Ju Jitsu, ora Jiu Jitsu, apesar destas divergências, todas as expressões designam o mesmo significado.

    O Ju Jutsu é escrito com dois ideogramas, JU () e JUTSU (), cuja pronúncia para o primeiro é entre “ju” e “dju”, o segundo entre “djutsu” e “djitsu”. Quando transcrito em letras romanas, o japonês usa a grafia “Ju Jutsu”. No ocidente existem diferenças na escrita e na fala, conforme a grafia e pronúncia de cada idioma. O mais correto é pronunciar e escrever o JU e JUTSU, pois o JU é o mesmo ideograma usado para escrever JUDÔ, portanto, seria incorreta a escrita e a pronúncia JIU DO.
    O ideograma de origem chinesa “JU” tem vários significados e interpretações, podendo ser; flexível, suave, maleável ou brando. Sua pronúncia varia conforme a combinação com outro ideograma que o completa e de como é usado em uma frase. Os ideogramas (chamados kandji) são caracteres que contem em si uma idéia e geralmente podem ser lidos de duas maneiras; a Chinesa (on) e a Japonesa (kun). O ideograma JU ou NYU na leitura Chinesa, pode também ser lido como “YAWA” na leitura Japonesa e é o mesmo ideograma para escrever JU e JU JITSU. Yawarakai quer dizer, flexível, suave, maleável, e Yawara Jutsu foi um dos antigos e o último nome da luta, antes de se tornar Ju Jutsu (KODOKAN, 1961).
    A Ju Jitsu International Federation (JJIF), que hoje dirige esta modalidade no mundo, adotou a escrita Ju Jitsu em 1987, na sua fundação, pelo fato de mais se aproximar do original e também por ser o ideograma JU o mesmo usado em JUDÔ (JJIF, 1994).
    A European Ju Jitsu Federation adotou esta grafia em 1977, pois já era usada pela maioria dos países deste continente. Para exemplificar podemos citar algumas federações estrangeiras que utilizam a terminologia de maneira divergente: “Federação Francesa de Judô, JU JITSU, e Disciplinas Associadas”. A “Federação da Alemanha e da Suécia usam JU JUTSU e a da Inglaterra JIU JITSU” do mesmo modo que no Brasil, assim difundido por uma questão de pronúncia e adotado pela Confederação Brasileira de Jiu Jitsu (JJIF, 1994).
    Neste trabalho utilizo algumas vezes o nome JU JUTSU, pois assim foi encontrado na bibliografia consultada. Para a Federação Internacional de Ju Jitsu, a maneira de escrever não significa que seja uma modalidade diferente de luta, o que não impede a participação de mais de oitenta (80) países nos cinco continentes, nas competições organizadas e dirigidas por essa entidade. Portanto, o JIU JITSU, JU JITSU ou JU JUTSU correspondem a uma luta única, que não é diferenciada pela maneira de escrever ou de falar.
“JU”. O significado e a história
    O “JU” usado em Ju Jutsu aparece no manuscrito Chinês sobre estratégia militar chamado “San Riaku” do período Chou (1122-255 A.C.) e, mais tarde apareceu em trabalhos do destacado estrategista Hwang Kung do período de Han (221-206 A.C.) e depois, passou a ser usado também por Chiang Liang, outro estrategista militar. O significado de “JU” no manuscrito “San Riaku” é baseado no pensamento de Lao Tse (KODOKAN, 1961). O conceito de Lao no “I Ching” (o livro das mutações) através do princípio de positivo e negativo da filosofia Chinesa teve uma considerável influência no lutador de Ju Jutsu japonês do período Tokugawa (1600 – 1868). Isto é evidente em documentos de várias escolas.
    A escola “Sekiguti”, fundada por Jushin Sekiguti no século XVII, que aperfeiçoou as técnicas de cair sem machucar-se, caracterizou o JU como a combinação da suavidade com a força. A escola “Shibukawa” manteve o JU significando maleável ou submisso. A escola “Jikishim” que era voltada mais aos aspectos morais, ensinava que através da prática do combate, o ser humano era levado a um completo domínio do corpo e que “JU” era suavidade com força e força com suavidade, denotando que não é um mero feito de força física, mas sim, uma manifestação de racionalidade. (KODOKAN, 1961)
    A escola de “Kito” foi fundamentada nos princípios do positivo e negativo da filosofia Chinesa. Isto era refletido em seu nome japonês “KI” (subir) que era a forma positiva, enquanto “TO” (cair) era a forma negativa.
    Os Chineses representavam a forma negativa por “IN” significando sombra e a positiva por “YO” significando luz. Então, o princípio da escola de “Kito” era que a sombra podia ser conquistada pela luz e a luz podia ser conquistada pela sombra. O fundador deste estilo, Likubo Tsunetoshi é considerado um dos primeiros mestres no ensino do Ju Jutsu na era Tokugawa. As técnicas de projeção originárias de formas mais antigas, como o Sumô, eram sua especialidade. A escola “Tenjin Shinyo” fundada no início do século XIX por Fukuda Hachinosuke era especializada em técnicas com finalizações no solo, através de estrangulamentos, imobilizações e de ataques a pontos vitais (KODOKAN, 1961). Essa escola entendia o JU como submisso, o que salientava a necessidade do corpo obedecer a mente e assim, as escolas de Ju Jutsu incorporaram o “JU” na sua arte, porque desejavam acentuar que toda técnica era baseada no princípio do fraco poder dominar o forte.
    Ratti e Westbrook (1994) destacam a especial importância que tiveram as idéias de Massatomo Isso, um dos seguidores dessa escola. Em relação ao princípio do “Ju” ele diz que os músculos demasiados desenvolvidos e a excessiva dependência da força muscular trazem consigo características de rigidez e lentidão. Ele então prefere destacar a flexibilidade, como a de uma criança, que lhe parece a característica mais visível de vida e de ação.
    Morohashi,T. (1955) (citado por KODOKAN, 1961) refere-se ao ideograma JU como “uma jovem árvore que através de sua flexibilidade não teme que seus galhos se quebrem”.
    A tradução comum de “JU” como suave é usualmente mal interpretada. As técnicas do Ju Jutsu parecem não ser de todo gentil quando demonstradas com eficiência e velocidade, mas a essência do JU é adaptar-se com flexibilidade e inteligência às manobras estratégicas do adversário. A aplicação correta da força apenas necessária, funcional e específica para o momento, a utilização do desequilíbrio e o uso eficiente e eficaz das alavancas e leis da mecânica, farão com que o praticante através do treinamento, tenha um completo domínio da técnica e de si mesmo. Isto é a essência do “JU”.
“JUTSU”. O significado e a história
    O ideograma JUTSU tem origem no “Buguei” ou “Bu Jutsu” (artes guerreiras), e significa; técnica, habilidade, astúcia. O termo Bu Jutsu era utilizado para denotar as técnicas, artes e métodos de combate desenvolvidos e praticados principalmente pelos membros da classe militar, os Bushi, conhecidos como Samurai. Portanto o termo Bu Jutsu identificou até certa época as artes guerreiras do Japão.
    Ju Jutsu é traduzido como “técnica/arte suave” ou “técnica/arte flexível”. Jutsu era então, uma palavra comum e foi muito usada na época do Japão Feudal, pois completava os nomes de todas as atividades e artes guerreiras. (DRAEGER, 1974)
    Todas as formas de Jutsu, isto é, aqueles sistemas de combate cujos nomes incluem o sufixo Jutsu, foram desenvolvidos através do “Bu Jutsu”.
    O “Bu Jutsu” foi criado e conservado pelos grupos de organização familiar tradicional e mais tarde, pelas organizações sem linhagem de sangue chamada “Ryuha” (escola, estilo) que foram se ramificando. Mais de 7 mil “Ryuha” foram catalogados, indicando que existia uma infinidade de métodos de combate no Japão, provavelmente maior do que em qualquer outra nação. Foram desenvolvidas técnicas próprias para utilização de armas como: espadas, lanças, bastões, etc, mas somente o Ju Jutsu não utilizava armas e sim o princípio de que “a flexibilidade pode vencer a força”, que veio a ser o denominador comum de todas as escolas ou estilos de Ju Jutsu. (DRAEGER, 1974)
    Alguns pesquisadores como Seiko F. (citado por Draeger, 1969) enumeraram 34 modalidades de Jutsu. Watani K. (citado por Draeger,1969) selecionou 44, mas nunca houve ou se teve conhecimento de uma listagem padrão. Podemos citar algumas como:
Ken Jutsu
- Técnica de Esgrima
Ba Jutsu
- Técnica de Equitação
Suiei Jutsu
- Técnica para nadar ou lutar dentro d’água
Shuriken Jutsu
- Técnica de lançar Laminados
Bo Jutsu
- Técnica com Bastão
Hojo Jutsu
- Técnica de amarrar um inimigo
Karumi Jutsu
- Técnica pela qual o guerreiro se tornava mais leve para saltar, esquivar, subir, etc.
(Adaptado de Draeger, 1969)
JU JUTSU (JIU JITSU ). Origem e evolução
    Desde os primórdios da civilização a prática da luta sempre foi constante na vida do ser humano, não só para a sua sobrevivência, mas também como atividade física de lazer e competição. O combate corpo a corpo traduzido para o inglês como Wrestling, é reconhecido como a mais antiga forma de luta. Os vestígios mais relevantes sobre a prática da luta nas mais antigas civilizações, foram encontrados no Egito, em Beni Hassan em pinturas no interior das tumbas de Amenemhat e Kheti (XII dinastia) datadas por volta de 2.000 a.C. Os túmulos dos monarcas de Beni Hassan são conhecidos pelas suas representações de 59 pares de lutadores em ação, mostrando de forma organizada, os mais diversos movimentos e variações de arremessos, preensões e pegadas. É a mais antiga representação gráfica desse tema contendo inscrições. (VILLAMÓN, 1999)
    Na Índia e Paquistão a luta já era difundida e praticada antes da invasão Ariana (1500 A.C) onde provavelmente era usada como forma de exercícios naturais (DRAEGER, 1974). Uma das artes guerreiras mais antigas da Índia, é o Vajra Musti, dominada pelos Jethis, uma casta dos Brahmin, lutadores profissionais que difundiram sua técnica por volta do ano 1000 A.D em Modhera, norte de Gujarat. O Vajra Musti é citado na enciclopédia Manasollasa de autoria do rei Someshvara (1124 – 1138 A.D ) como origem do Kalaripayit, que nas línguas Tâmil e Malaiala, significa literalmente “treinamento ou prática para o campo de batalha”.
    Tecnicamente é dividida em dois estilos de combate: com e sem armas (REID & CROUCHER, 1983) A luta sem armas é caracterizada por técnicas de saltar e chutar , passos longos e golpes aplicados com as mãos e braços. As técnicas de ataques a pontos vitais são chamadas de Marma adi, literalmente “ensinamentos secretos”. A prova mais evidente de que o Kalaripayit é uma arte tipicamente Indiana, é comprovada pela existência de danças folclóricas e clássicas tradicionais da Índia, que tem evidentes relações com as artes guerreiras, e também pelo fato de atualmente ser praticada pelos camponeses e aldeões, os quais são famosos pelo seu conservadorismo e suas profundas relações com a vida social e religiosa no campo.
    Já na China a mais evidente prática de artes guerreiras data de 2600 A.C. durante o reinado do imperador Huang Ti. Segundo Draeger (1974) existem indícios nos textos de Confúncio de que as artes marciais eram praticadas em 1496 A.C, porém foram amplamente difundidas em 496 A.C devido a chegada do Monge Indiano Bodhidarma, nas montanhas de Song Shan. Após estabelecer-se no monastério Shaolin, não só criou a seita budista Zen, mas também ensinou técnicas de combate aos monges budistas, que séculos depois culminou na prática sistematizada do Wushu (ocidentalmente conhecido como Kung Fu).
    Inúmeros sistemas de luta “corpo a corpo” foram desenvolvidos no Japão. O mais antigo relato nas crônicas antigas do Japão (Nihon Shoki) escrito no ano 720 A.D mencionando a existência de um estilo de luta denominado, Chikara Kurabe (comparação de força), como um tipo de luta com agarres cujo objetivo era derrubar o adversário. Descreve também, no reinado do imperador Suinin, um combate entre dois lutadores ocorrido em 230 A.C. Nomi no Sukune, famoso praticante do combate sem armas, derrotou Taema no Kehaya, a quem se atribui a criação das primeiras regras do Sumô, introduzido nos festivais e cerimônias da corte imperial entre 710 – 793 A.D. Naquele tempo as regras de combate eram reduzidas e as lutas poderiam desenvolver-se até a morte de um dos competidores.Outros documentos datados por volta do ano 1000 A.D. descrevem a mecânica e o espírito combativo de lutas similares no Japão. (KODOKAN, 1961)
    Na ascensão da casta dos Samurai ao poder no Japão estabelecido em 1185 um longo período de guerras se sucedeu e vários sistemas de luta “corpo a corpo” foram desenvolvidos nessa época. Posturas, movimentos, táticas e técnicas primitivas do Chikara kurabe e do Sumô foram aperfeiçoadas, praticadas e totalmente utilizadas para aumentar a eficiência em combate com e sem armas. Neste período de guerras entre feudos foi quando as artes guerreiras mais se desenvolveram.
    Uma das formas de luta praticada entre os guerreiros que mais tarde influenciaram os arremessos no Jiu Jitsu e no Judô, e depois, nos primeiros Kata do Kodokan, foi uma arte de luta denominada “Yoroi Kumi Uti”, um método de agarramento entre guerreiros com armadura. (OTAKI, DRAEGER, 1983).
    Historiadores Japoneses consideram o estilo “Takenouti Ryu” criado por Takenouti Hisamori, como sendo o principal núcleo do Ju Jutsu no Japão.
    Embora tenha praticado as técnicas de combate com as mãos vazias foi só estabelecer seu estilo (Ryu) por volta de 1530 A.D. Takenouti, estimulado também pelas técnicas do Sumô, chamadas na época de “Kumi Utchi” do estilo “Seigo”, adaptou-as com as técnicas de domínio aprendidas com um “Yamabushi” (eremita) e criou um método de combate que veio a ser conhecido como “Kogusoku”. Esse método e outros foram mais tarde classificados sob o nome de Ju Jutsu, que era aplicado para numerosos sistemas de combate armado ou desarmado podendo ser usado contra inimigos armados ou desarmados, tanto na luta em pé como no solo (DRAEGER, 1974).
    Dos muitos sistemas de Ju Jutsu oficialmente documentados e que tiveram seu desenvolvimento no Japão, surgiu um método de ataque a pontos vitais de origem chinesa chamado “Tien-hsueh”, totalmente desconhecido fora da China, tornou-se conhecido no Japão como “Atemi”.
    Segundo, Mifune (1956), o chinês, Cheng Tsu U, chegou ao Japão em 1659, se instalando em Edo, atual Tokyo e residiu temporariamente no templo Kosuseiji, onde dava palestras e ensinava técnicas de luta denominadas “Ju”. Os Samurai Fukuno Hichirouemon, Isomi Irozaemon e Miura Yojiuemon que também residian no local, foram os que mais se interessaram pelas técnicas e mais tarde seguiram ensinando e criando novos estilos.
    Esses métodos eram restritos à classe guerreira (bushi) e como parte dos sistemas “Ch’uan-fa” (método de batidas com o punho) da China integrou-se com os vários estilos do Bu Jutsu. Com o passar do tempo, vários métodos de combate como: Wa Jutsu,, Tai Jutsu, Koshi no Mawari, Kogusoku, Kempo, Yoroi Kumiuti e Yawara entraram em contato entre si, sofreram influências, e por volta do ano 1700 A.D. da era Tokugawa no Japão, vieram a formar e denominar Ju Jutsu, o método derivado diretamente do Yawara ou Yawa Jutsu. Yawa é um dos modos de se ler Ju, cujo ideograma é o mesmo usado para escrever Judô e Ju Jutsu . O maior desenvolvimento do JIU JITSU se estendeu do século XVII ao XIX como um método de luta eficiente e sem limites.
    Portanto pelos fatos históricos a origem do JU JUTSU (JIU JITSU) vem de várias formas de lutas orientais/ocidentais primitivas e sistematizadas com características de ataque e defesa. Desenvolvido a partir do Bu Jutsu, foi praticado pelos guerreiros japoneses, os samurais, seus mais diretos e perfeitos cultores e como, exímios lutadores, vieram a ser os que mais contribuíram na formação do JU JUTSU como técnica de luta completa.
    Regras e normas apareceram mais tarde como uma forma de evitar que os praticantes viessem a sofrer ferimentos graves. Em seguida, veio servir como base de dois métodos de luta japoneses, o Judô e o Aikido, cujos criadores, respectivamente, Prof. Jigoro Kano e Prof. Morihei Ueshiba, ex - praticantes de diferentes estilos de Ju Jutsu e Aiki Jutsu, criaram um método de educação física com objetivos educacionais em busca do aperfeiçoamento humano, evoluindo do Bu Jutsu (artes guerreiras) para o Budo (artes guerreiras com princípios educativos) (COURTINE, 1977).
Organização e prática do Jiu Jitsu no mundo
    Como modalidade esportiva, a Federação Internacional de Jiu Jitsu (J.J.I.F.) adotou regras para competição (Fight System - Luta) e para demonstração (Duo System – demonstração de defesa pessoal em duplas) com o objetivo de demonstrar o Jiu Jitsu tradicional, como luta completa, isto é;
  1. Técnicas de batidas com as mãos e pés (sem contato), na luta à distancia
  2. Técnicas de arremesso quando em contato em pé.
  3. Luta no solo, com técnicas de estrangulamentos, chaves e imobilizações (JJIF,1994)
    As três partes são obrigatórias, levando o praticante ou atleta a demonstrar habilidade técnica, domínio e precisão de movimentos, sem colocar em risco a integridade física do adversário.
    Em 1993 foi organizado pela Federação Internacional a primeira Copa Mundial de Jiu Jitsu na Dinamarca com a presença de 18 paises, e a participação do Brasil com grandes nomes do Jiu Jitsu Brasileiro, tais como: Fábio Gurgel, Silvio Behring e Fernando Yamazaki, que na sua categoria conquistou medalha de bronze. No primeiro Campeonato Mundial em Bolonha, Itália, em 1994 o Brasil se apresentou com equipe completa, inclusive com a participação de Wallid Ismail, na época, famoso lutador de Jiu Jitsu Brasileiro. Nessa ocasião, pela primeira vez o Brasil sagrou-se campeão Mundial de Jiu Jitsu com o atleta Marcelo Figueiredo, Como integrante da Associação Mundial das Federações Esportivas Internacionais (G.A.I.S.F.) (Sports Accord) o JIU JITSU em 1997 foi incluído nos IV Word Games (Jogos Mundiais de Modalidades não Olímpicas) realizados em Lathi, Finlândia, também vencido pelo brasileiro, Marcelo Figueiredo.
    Esses jogos têm reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional e são realizados de quatro em quatro anos entre modalidades com pretensões de se tornarem olímpicas. A participação nas competições reconhecidas pelas entidades que dirigem o esporte no mundo é que autenticam o reconhecimento Internacional de uma modalidade. Campeonatos mundiais são realizados a cada dois anos e sempre em paises diferentes, o demonstrando o reconhecimento e o interesse na difusão Mundial do JIU JITSU.
A luta de solo (NE WAZA)
    Durante alguns anos, o idealizador do “moderno Ju Jutsu” Prof. Jigoro Kano atravessou uma difícil fase, não só financeira, mas também com desafios provenientes de lutadores de diferentes estilos de Jiu Jitsu. Muitos encontros memoráveis foram realizados entre 1885 e 1886, com o intuito de testar a eficiência do Judô Kodokan. Um lutador chamado Mataemon Tanabe foi um dos poucos que venceu confrontos com alunos de Jigoro Kano. Tratava-se de um grande especialista em técnicas de “shime waza” (estrangulamentos) aplicadas no solo. Logo que o judoka o arremessava ao solo, Tanabe encaixava-lhe um estrangulamento. Dessas derrotas Jigoro Kano aprendeu uma grande lição; a necessidade de aprimoramento do Judô nas técnicas de domínio (katame waza) no solo, (ne waza).
    Alguns alunos do Kodokan especialistas em luta no solo de antigos estilos de Ju Jutsu, tais como: Kaishiro Samura, Oda Tsunetane, Hajime Isogai e Suiti Nagaoka foram designados para sanar essa falha e após algum tempo conseguiram melhorar consideravelmente a luta no solo do Judô. Em 1889, em desafio que veio a ser efetuado em Okayama, terra de Tanabe, Hajime Isogai dominou completamente Mataemon Tanabe tanto na luta em pé como no solo. Desde então, as técnicas no solo foram organizadas metodologicamente para o ensino do Judô no Japão, tendo assim, grande desenvolvimento pela necessidade da combinação e seqüência com a luta em pé para o solo.
O Jiu Jitsu Brasileiro
    As primeiras referências que encontramos quanto à introdução do Judô /Jiu Jitsu no Brasil, data de 18 /12 /1915, quando aqui chegou um grupo de lutadores chefiados por Mitsuo Maeda conhecido como Conde Koma. Desse grupo faziam parte ainda: Soishiro Satake, Okura, Shimitsu, e Raku todos lutadores que desde 1906 tinham partido do Japão com o objetivo de demonstrar e propagar o Judô / Jiu Jitsu pelo mundo. Maeda era formado pela Universidade Waseda de Tokyo, uma das precursoras do Judô entre as Universidades no Japão, assim como, Kawaishi que organizou o Judô/Jiu Jitsu na França. Eram todos exímios lutadores tanto na luta em pé como no solo, pois nos antigos estilos de Jiu Jitsu eram desenvolvidas técnicas completas de ataque e defesa, ataques traumáticos a pontos vitais (atemi waza), arremessos (nague waza), estrangulamentos e chaves de braços, joelhos e pés.
    Nessa época confundiam-se ainda os nomes dessa modalidade de luta. Apesar da formulação técnica do Judô já ter sido realizada em 1887 e completada pedagogicamente em 1890, sua difusão internacional caminhava a passos lentos. No Brasil o vocábulo Ju Jutsu (Jiu Jitsu) continuava sendo utilizado, ao invés do termo Judô, até os anos 40, e muitas vezes o Judô era chamado de “moderno Jiu Jitsu” conforme o nome de uma revista publicada na época, “Revista de Judô” e embaixo entre parêntesis (moderno Jiu Jitsu).
    O primeiro livro escrito por Jigoro Kano em 1937 foi denominado “JUDO (JU JUTSU)” Nesse tempo, muitos lutadores ganhavam a vida lançando ou aceitando desafios, para sensacionais “lutas ensangüentadas”, estipuladas em contrato, eram realizadas em circos, teatros e até em praça publica, às vezes, sem limite de tempo ou rounds. Em Manaus, Brasil, dia 20/12/1915 a equipe de lutadores dirigida por Maeda fazia sua primeira apresentação no teatro Politheama com demonstrações e desafios. Até principios de 1916 Maeda fez várias lutas desafios, e venceu todas, contra diversos adversários, como: Nagib Assef (greco romana), Adolpho Corbiniano (boxe),e Severino Silva (greco romana). Dia 08/01/1916 os lutadores: conde Koma , Okura e Shimitsu partiram em viagem para Londres, percorrendo alguns paises da Europa, ficando na capital amazonense somente os lutadores Satake e Raku. Maeda voltou ao Brasil em 1917, radicando-se definitivamente em Belém do Pará, encerrando assim seu trabalho em prol da disseminação do Judô/Jiu Jitsu pelo mundo. No Brasil, Maeda realizou espetaculares demonstrações em São Paulo e Rio de Janeiro, aceitando desafios de enormes adversários e cultores de qualquer tipo de luta, sempre derrotando seus oponentes de maneira fulminante. Consta que Maeda só perdeu duas vezes; a primeira para Yoshio Yoshitake em competição no Japão, entre as universidades Waseda / Keio e outra para seu companheiro de aventuras, Soishiro Satake em Manaus, em 1919.
    Maeda foi um dos grandes divulgadores do Judô; mas sua metodologia não era propriamente de ensinar, e sim de demonstrar o seu valor através de combates com lutadores de outras modalidades. Apesar de Soishiro Satake ter aberto em 1914 em Manaus no Amazonas a primeira academia de Judô no Brasil, Mitsuyo Maeda, o conde Koma, em 1921, então com 43 anos, iniciou o ensino do Judô / JiuJitsu no Clube do Remo em Belém do Pará.
    Nessa época houve o primeiro contato com a família Gracie através de Carlos Gracie, aos 23 anos de idade, que juntamente com seus irmãos Gastão, George e Helio, pela prática  se adaptaram à luta no solo do antigo Jiu Jitsu, nesta  época já  organizada pedagogicamente no Judô desde 1887. Os irmãos Gracie conseguiram através dessa prática específica e perseverante, dar grande impulso no aperfeiçoamento e desenvolvimento da luta no chão, que acabou sendo por eles, denominada erroneamente de Jiu Jitsu.  Adeptos dessa modalidade, os brasileiros, adotaram então para o ensino e a prática, um método alternativo e fragmentado do tradicional Jiu Jitsu.  Foram criadas regras e pontuações, dando ênfase somente a uma das partes do Jiu Jitsu; a “Luta no Solo”, com a denominação de “Jiu Jitsu Brasileiro” ou “Brazilian Jiu Jitsu”
    Chega-se a uma convergência de indícios de que, o Jiu Jitsu Brasileiro nasceu de uma das partes da luta no solo do antigo Jiu Jitsu e da luta no solo do Judô, como se comprova nas atuações de M. Maeda, aluno de Jigoro Kano introdutor do Judô/Jiu Jitsu no Brasil e M. Kimura, campeão Japonês de Judô em 1949 e que esteve no Brasil em 1951, vencendo seu desafiante Helio Gracie. São lutadores que fizeram parte dessa correlação entre Judô, Jiu Jitsu e Jiu Jitsu Brasileiro.
    Com uma metodologia de ensino fora dos padrões da Educação Física, salvo raras exceções, o Jiu Jitsu Brasileiro se desenvolveu de um modo não tradicional das artes Japonesas, relegando princípios educacionais e filosóficos da tradição oriental. Segundo a revista francesa “Karate-Bushido”; 227(9), 24-27, ”os Gracie são hoje iconoclastas das artes de lutas” “...usam frequentemente de um procedimento ”pouco honrado” para colocar sua reputação: o desafio...” “... A disciplina que os Gracie praticam chama-se “Jiu Jitsu Gracie” possuindo sua própria tradição de desafios e dos afrontamentos entre escolas...”
    Desde a década de 1940, a família Gracie, procurava desmoralizar adeptos de outras modalidades de lutas fazendo desafios de maneira acintosa, arrogante e truculenta, deixando em situação de humilhação e constrangimento, professores de Judô que, seguiam princípios filosóficos e educacionais preconizados por Jigoro Kano.
    Muitas vezes com o objetivo de desprestigiar e depreciar o Judô, os Gracie invadiam academias (Medhi, Jornal do Brasil 19/04/1968) e passaram aos desafios não só contra o Judô, mas contra todas as lutas existentes na época. Assim foi publicado no jornal A Gazeta de 02/07/1970; “Judô, Karate, Capoeira e Luta Livre : tudo é vigarice. Quem for homem, apareça. Os Gracie estão desafiando”.
    Após Marcelo Figueiredo ter conquistado pela primeira vez o título de Campeão Mundial de Jiu Jitsu em Bolonha, Itália (1994), primeiro título oficial, e ainda único, do Brasil nesta modalidade, começou a ser realizado em 1995, e desde então, anualmente e sempre no Rio de Janeiro, o denominado Campeonato Mundial de Jiu Jitsu (Jiu Jitsu Brasileiro) . Participam atletas de todo o Brasil e de academias de outros países sem representar oficialmente seus países de origem. Também anualmente são realizados campeonatos Pan-americanos em Miami, com participação maciça de atletas, convidados de todo o Brasil.
    É preciso enaltecer a força midiática da família Gracie desde os primeiros passos do Jiu Jitsu no Brasil até os dias de hoje. Favoreceram, muitas vezes até, sem uma preocupação pedagógica, a participação de expressiva amostragem de jovens praticantes dessa modalidade no Brasil. Com a prática e participação, muitos atletas desenvolveram técnicas próprias no Jiu Jitsu Brasileiro, e adquiriu-se grande conhecimento e o aperfeiçoamento da luta no solo, também utilizada no Judô.
    A busca pelo prestígio, a falta de unificação a organização pedagógica, político\ administrativa, e o lucro financeiro, talvez sejam o real motivo da banalização de títulos no Jiu Jitsu Brasileiro que atualmente conta com 3 (três) Federações Nacionais onde existem mais de 1200 títulos de “Campeões do Mundo” e outros tantos campeões Pan-americanos da modalidade.
    Quanto a participação do Jiu Jitsu Brasileiro como modalidade Olímpica; apesar de ser difícil mais uma luta fazer parte do programa Olímpico, a probabilidade maior é a inclusão do Jiu Jitsu com regras da Federação Internacional (JJIF), pois já tem participação efetiva no World Games, faz parte da hierarquia das modalidades com pretensões Olímpicas e tem reconhecimento das entidades que dirigem o Esporte no Mundo, principalmente do Comitê Olímpico Internacional.

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